Dados de Pombal-PB
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Pombal (Paraíba)
Dados de Pombal
Fundação: 21 de Julho de 1962
Gentílico: Pombalense
Lema: In Tui Honore
Prefeito (a). Yasnaia Pollyana Werton Feitosa (PT) (2009 – 2012)
Unidade Federativa: Paraíba
Mesorregião: Sertão Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião: Sousa IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes: São Bentinho, Cajazeirinhas, São Domingos, Paulista, Lagoa, Aparecida e Condado.
Distância até a capital: 371 km
Características Geográficas
População: 32.443 hab. est. IBGE/2009 [2]
Indicadores
IDH: 0,661 médio PNUD/2000 [3]
PIB: R$ 91.802 mil IBGE/2005 [4
PIB per capita: R$ 2.780,00 IBGE/2005 [4]
Pombal é um município brasileiro do estado da Paraíba. Localiza-se a uma altitude de 184 metros. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 33.212 habitantes. Área territorial de 889 km².
Foi fundada no fim do século XVII, sendo elevada a município e vila em 1766.
Filhos ilustres
- Aristides Ferreira da Cruz
- Celso Furtado
- José de Medeiros Delgado
- Leandro Gomes de Barros
- Manuel Arruda Câmara
- Rui Carneiro
História
Foi ao longo dos rios que floresceram as primeiras civilizações do mundo, dando um novo rumo à história Da humanidade, por sua vez chamadas de civilizações fluviais. E o fator decisivo da colonização de Pombal foi o Rio Piancó.
A penetração no sertão paraibano deu-se por fins agrícolas e pastoris.
Precisamente no final do século XVII, por volta de 1696, o bandeirante Teodósio De Oliveira Lêdo, depois de muitos combates com os nativos, atingiu o local onde estão os marcos de fundação do Arraial de Piranhas, à margem direita do rio Piancó.
O sertão, até então inexplorado era ocupado pelas tribos da família Cariri – os PEGAS e PANATIS.
A cidade recebeu três denominações. A primeira Arraial de Piranhas (1696); a Segunda povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso (1719) e por carta régia de 22 de julho de 1766 foi elevada a categoria de vila, com o nome de Pombal. Homenagem ao primeiro Ministro do rei de Portugal D. José I, o Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo). Elevada a categoria de vida deu-se a instalação oficial a 04 de maio de 1772.
Em 1711, o Rei autoriza o Governador, João da Maia Gama, a criação do Julgado do Piancó (Pombal), o primeiro marco de organização judiciária no sertão da Paraíba, assim, foi nomeado Juiz Ordinário o coronel Manoel Araújo de Carvalho, além de Escrivão e Tabelião. Com a criação do Julgado, muitas providencias foram tomadas em benefício da população, inclusive se obrigava a recolher a ele os vadios para trabalharem, se promovia o castigo dos delinqüentes, etc.
No dia 24 de janeiro de 1721, teve início no Arraial, a construção da segunda igreja, com o nome de Nossa Senhora do Bom Sucesso, que mais tarde viria a ser chamada de Igreja de Nossa Senhora do Rosário.
Em 1784, Catolé do Rocha já era povoação e termo da Vila de Pombal, quando foi lavrado um Auto de Vereação do Senado da Câmara (que se parecia com as atuais Câmaras Municipais, mas “Senado da Câmara” era a designação utilizada apenas em cidades mais importantes), sob a presidência de Pedro Soares Barbosa, juiz ordinário.
A Rainha de Portugal, em provisão de 08 de outubro e 11 de dezembro de 1792, reconhecia como médico, o sábio Manoel de Arruda Câmara, formado na Universidade de Montpelier na França, uma das mais antigas do mundo, fundada em 1220. Junto com seu irmão Francisco Arruda Câmara, homônimo do pai, foram os primeiros pombalenses a receberem os títulos de doutor.
O padre José Ferreira Nobre, vigário da freguesia de Pombal, um ativista dos ideais libertários, é preso em 1817 com outros 10 revolucionários da cidade, os quais foram enviados para os cárceres de Pernambuco e Bahia, vianjando o percurso a pé ou montados em burros e alguns acorrentados.
A Vila tornou-se Distrito em 15 de outubro de 1827 e, em 21 de julho de 1862 foram concedidos foras de cidade a sede do Município é uma grande marca dos laços luso-brasileiro.
No dia 15 de julho de 1829 foi criada a agência do Correio Público, regulamentada através da Diretoria Geral dos Correios do Império.
Em 1847, é iniciada a construção da Cadeia Velha que até hoje mantém sua arquitetura original, sendo considerada depois da sua conclusão, a maior e a mais segura do sertão paraibano. Hoje em dia, é conhecida como a casa da cultura da cidade.
Em 1860, começa a construção do Cemitério Público, à custa de recursos particulares, hoje, denominado de Cemitério de Nossa Senhora do Carmo.
A comarca de Pombal foi criada em 1831 tendo sido suprida em 1882 e restaurada pela Lei Estadual n° 330 de 11 de novembro de 1898 com sede em Catolé do rocha.
Foi nomeado como primeiro prefeito da cidade no dia 19 de Julho de 1895, o coronel João Leite Ferreira Primo. No primeiro domingo de outubro ocorreu a primeira Festa do Rosário de Pombal, em uma solenidade simples, o que anos depois se tornaria um grande evento.
Em 1919 é iniciada a construção do Mercado Público, no centro da cidade, o qual só foi concluído no ano de 1942.
Foi concluído em 1932 o primeiro centro educacional do Município, denominado de Grupo Escolar João da Matta, localizado próximo da Cadeia Velha. Nesse mesmo ano a estrada de ferro é concluída e o trem chega à Pombal, depois, ligando a cidade a Fortaleza, João Pessoa, Natal e Recife.
Em 1938 foram iniciadas, pelo prefeito Sá Cavalcanti, as construções: Açougue Público, Praça Getúlio Vargas, Coluna da Hora, Coreto e Praça do Bar Centenário; concluídas em 1940.
A comarca de Pombal é de 2ª Entrância, abrangendo as cidades de Lagoa e Paulista, Cajazeirinhas, São Domingos de Pombal e São Bentinho de Pombal.
Pombal – foi a 1ª Vila do alto sertão paraibano, e hoje se destaca culturalmente como a Quarta (4ª ) cidade mais antiga da Paraíba.
Geografia
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[5]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.
Festas e Eventos Anuais
Anualmente, duas festas se destacam na cidade, o Pombal Fest, que ocorre sempre no mês de Julho, em comemoração ao aniversário da cidade, em formato de carnaval fora de época. E a Festa do Rosário, que ocorre em outubro, sempre nas primeiras semanas do mês, estendendo-se aproximadamente até o dia das crianças.
Monumentos e Edifícios históricos
Há vários monumentos e edifícios históricos na cidade, como a casa da cultura, onde era a antiga cadeia, onde houve várias torturas a negros e pessoas que desobedeciam a lei. Há as igrejas Matriz e do Rosário, e há outros apenas simbólicos, como a praça Centenária, a torre do relógio, a cruz da praça, e o Coreto, onde hoje no andar de baixo é um bar conhecido ocmo bar centenário, e no andar de cima é um pequeno clube chamado A.E.U.P (Associação dos Estudantes Universitários de Pombal). Existem outras praças, igrejas e monumentos pela cidade, mas os que chamam mais a atenção são estes.
Universidade em Pombal
Desde 2006, a população protestava pela criação de faculdades na cidade, desde do inicio de 2007 a UFCG está atuando na cidade, pela escola Josué Bezerrra; em 2010 inaugurará, seu campus na cidade de Pombal, nas proximidades do CAIC, no bairro Pereiras, as instalações contam com 18 predios e uma vasta área territórial. Segundo dados, será o segundo maior campus de uma Universidade no Estado da Paraiba.
Estação Ferroviária
HISTORICO DA LINHA: O ramal da Paraíba foi aberto ao tráfego entre 1923 e 1926, partindo da estação de Arrojado, na linha da antiga E. F. Baturité, construída em 1922 especialmente para dar partida para os trens do ramal. Entrava pela Paraíba e parava na cidade de Souza. Nesta cidade, a partir de 1933, encontrou-se também a linha Mossoró-Souza, vinda do Rio Grande do Norte. O ramal da Paraíba ainda foi prolongado até Patos, em 1944, e em 1958, com a união desta cidade com Campina Grande, foi definitivamente incorporado pela Rede Ferroviária do Nordeste, completando a ligação do Ceará com o resto do Brasil, via Paraíba e Pernambuco.
A ESTAÇÃO: A estação de Pombal foi inaugurada em 1932 pela Rede de Viação Cearense, como ponta de linha do primeiro prolongamento do ramal da Paraíba. Em 1958, a Rede Ferroviária do Nordeste terminou e entregou a ligação ferroviária entre as estações de Patos, então já a ponta de linha no ramal da Paraíba desde 1944, e Campina Grande e a RFFSA, já controlando as duas linhas, incorporou não só o trecho Patos-Campina Grande
ACIMA: “Ponte Vermelha”, sobre o Rio Piancó, em Pombal, a cerca de 2 km a oeste da estação desta cidade. Ela tem 168 metros de comprimento e foi construída por volta de 1930/31 pela RVC, com estrutura toda metálica, apoiada em bases de pedra e concreto (Foto de autor desconhecido nos anos 1950, extraída do site: www.marcoslacerda.hpg.ig.com.br).
também o trecho Souza – Patos, onde se encontrava a estação de Pombal, à rede da RFN. “Falem-me de Pombal! Digam-me das suas ruas antigas. Da feira aos sábados com os cordelistas do Pavão Misterioso e Lampião no inferno. Falem-me do banho no rio, do violão de Bideca, da cachaça gostosa, do futebol nos bancos de areia e da bolacha peteca na padaria de seu Napoleão. (…) E o tempo passando por nós. Falem-me do grupo João da Mata, O bloco de sujos batendo lata pelas ruas de Pombal. Digam que ainda escuto o apito do trem Asa Branca chegando numa estação com seus passageiros apressados que não se reconhecem mais. Alguém, fale-me de Pombal!” (Pombal em Saudades, Jerdivan Nóbrega de Araújo, João Pessoa, PB). A estação de Pombal está tombada pelo IPHAEP da Paraíba.
Estação de Pombal 1980.
Estação de Pombal 1990.
Estação de Pombal 2000.
Estação de Pombal 2009.
Antiga Cadeia
A cadeia alicerçada em 1847, em estilo colonial, faz parte do Centro Histórico de Pombal, com suas celas de paredes largas de tijolos rústicos, piso de pedras, grades de ferro, mantendo suas linhas arquitetônicas originais, famosa por concentrar os presos perigosos do Estado, que marcaram a época e cangaceiros da década de 20 e 30.
Na escuridão das celas, podiam ser visto sorrisos sem dentes, olhos avermelhados e mãos ásperas que se esfregavam e acenavam, aproveitando as rétias de sol, que a justiça não conseguia prender e desta forma, podiam entrar e sair livremente, sem que fossem perturbados pelo velho e sono lento de João Fagundes, que fazia a vez do carcereiro.
Algumas histórias dessa velha cadeia marcaram a época:
- Donária dos Anjos, que durante a seca 1877, para não morrer de fome, matou uma criança e a comeu.
- O Cândido Rio Preto, que dizia ter pacto com o diabo. “Era curado de bala, faca e os punhais no seu corpo entortariam as pontas, as balas passariam de raspão”. Ele vivia a assaltar os comboios de gênero alimentícios e a violentar mulheres de surpresa nos caminhos ou cercando-lhes as casas, quando andavam os maridos campeando o gado. Ferido á bala. Rio Preto morreu dentro da cadeia.
- Outro preso famoso foi Chico Pereira, que após a morte de seu pai, se fez um dos grandes chefes de Cangaço no sertão da Paraíba.
- Os fanáticos pretos da Irmandade dos Espíritos da Luz( Negros de Mãe D água), chefiados por Gabriel Cândido Carvalho, também tiveram sua participação na história da Velha Cadeia.
- Ataque á Cadeia Pública de Pombal, divulgado no jornal “A União”, de 02 12 1961, entre tantos acontecimentos, detaca-se pela sua audácia Jesuíno Brilhante, junto com outros cangaceiros, tomou a decisão de liberar o irmão Lucas, que estava preso por ter cometido um crime em Catolé do Rocha. Foi preso e remetido para a cadeia de Pombal e da região. Conforme velhos processos que existem no cartório do 1º ofício da Comarca de Pombal.
As duas da manhã de 19 de Fevereiro de 1874, chovendo muito e não havendo ronda noturna, Jesuíno Brilhante, seu irmão João Alves Filho, o cunhado Joaquim Monteiro e outros, perfazendo um total de oito cangaceiros, todos montados a cavalo, atacaram de surpresa a Velha Cadeia, que na época era guardada por um cabo, onze soldados da guarda municipal e um da polícia. Despertando-os a tiros, dizendo em voz alta o nome dos três primeiros, dando viva a Nossa Senhora, os oito cangaceiros conseguiram dominar todos os soldados.
Os cangaceiros se apoderaram das armas e munições, distribuindo com os presos que, aos poucos, iam ganhando a liberdade e ajudando no ataque. Arrebentaram cadeados, fechaduras, dobradiças, grades, soleiras e teto com pedras e achado. Foi um verdadeiro levante, na maior algazarra. Depois se retiravam gritando pelas ruas, quando já tinha evadido 42 presos de justiça, e ficaram 12 que não quiseram fugir. Os fugitivos tomaram rumo ignorado, não constando nos autos à captura de um só criminoso.
Nunca tantos presos deveram tanto, a tão poucos bandidos. Hoje, a Velha Cadeia, que resiste á passagem do tempo, é um marco da era Imperial, é uma relíquia da história Pombalense, que guarda muitas histórias a ser ainda contadas, fazendo também parte do Centro Histórico de Pombal, resgatando assim mais um aniversário de sua história:
Então, quando estiver em Pombal, visite a Cadeia Velha – A Casa da Cultura – os seus passos serão os de muitos que ali passaram e fizeram história, infelizmente, de muitos crimes da época.
Casa da Cultura
Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pombal (Matriz)
Igreja Nossa Senhora do Rosário de Pombal criada em 1721 e o Cruzeiro.
Praça Getulio Vargas, atrás a coluna da hora.
Coluna da hora construida em 1940, atrás Igreja nossa senhora do Rosário, no centro de Pombal.
Coreto – AEUP.
Bandeira de Pombal Brasão de Pombal
Os símbolos do município de Pombal fazem também uma homenagem à corte portuguesa.
Foram assumidos no escudo Heróicos do brasão do Marquês de Pombal.
A adoção das armas justifica a denominação.
A estrela de oito raios de entre a quaderna de crescentes de prata em campo azul são atribuídos da família Carvalho (família do Marquês de Pombal) a coroa de Marquês obviamente justificada o lema: “IN TUI HONORE” (em tua homenagem) honra ao Marquês de Pombal; Sebastião José de Carvalho e Melo.


















